Velho demais para…

6 de abril de 2021

O processo da vida é dinâmico e, por vezes, acelerado. Quem de nós já não se deparou pensando como o tempo passa rápido, como se não nos déssemos conta que caminhamos para o envelhecimento?

Então, por que não pensarmos nesse processo como um processo de “adultecer” e não de envelhecer, propriamente. Mas, porquê desta distinção? Ora, nem todos que envelhecem se tornam adultos. Algumas pessoas passam a vida envolvidos em questões infantis, evitando de maneira consciente ou não, viver a experiência dos desafios que nos levam a amadurecer.

É interessante pensar em como chegamos a fase adulta e nos deparamos com tantas inquietações, afinal são tantos papéis assumidos e facetas dessa fase adulta, que muitas vezes dificultam sim definir nossas prioridades. Porém, esta ausência de clareza, pode nos levar à ansiedade ou apatia, culminando numa estagnação de viver o status quo, ou por só pensar no que ainda não aconteceu ou estagnar diante de situações que nos aprisionam. Mas, a Bíblia ensina que “não devemos andar ansiosos por coisa alguma.” (Filipenses 4.6). E, como o tempo não para, é preciso encarar a vida. E não há segredo ou receita para tal, a não ser vivê-la. Importa sim, pensar acerca das escolhas que fazemos e verdades que encontramos, as quais perpassam: amigos – profissão – estilo de vida, etc.

Portanto, o jovem adulto não está velho demais para isso ou aquilo, como muitos podem pensar. Ao contrário, quando nos posicionamos neste processo de “adultecer” como um processo de amadurecer, vemos tudo com mais leveza, não nos atemos ao passar do tempo, mas na maneira como o utilizamos. E há bênçãos na maturidade.

Estabelecer uma rotina de intimidade com Deus traz esta clareza necessária e nos ajuda a viver a coerência do Evangelho, como filhos e filhas de Deus, pois para o cristão, o crescer, ou o “adultecer”, como aqui referimos, está em Jesus! Importante também, que a Bíblia é a nossa bússola, portanto, é possível corrigir a rota, se nos perdermos no caminho. Mudanças estas, que podem muitas vezes nos tirar de uma zona de conforto ou conformismo, mas necessária, para descobrir novos caminhos.

Assim sendo, nunca estamos velhos demais para resinificar o momento vivido, se este nos confronta e nos constrange à mudança. Como um dom divino, a vida está aí, então reflitamos sobre as possibilidades que ela nos traz, e busquemos em Deus a direção. Que possamos clamar como o salmista e pedir ao Senhor que Ele “nos ensine a contar nossos dias, para que o nosso coração alcance sabedoria.” (Salmos 90.12) e assim vivamos uma vida plena e abundante, independentemente da idade cronológica.

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Jumap

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