série especial

“Eu lhes dou um novo mandamento: que vocês amem uns aos outros.
Assim como eu os amei…”
– João 13:34

Amor que gera Vida aponta duas vias de uma mesma estrada a ser percorrida. De um lado a proclamação do Evangelho do Arrependimento, isto é, as boas novas de salvação. A mensagem que o próprio Cristo pregou, a única capaz de gerar vida. E de forma paralela, fala das nossas ações em amor, que alcançam as pessoas que estão ao nosso redor, e apontam para o que Jesus nos ensinou. A questão aqui é: Com palavras ou ações, queremos anunciar o Reino de Deus.
Este tema revela o desejo que temos de ver e viver uma juventude avivada, que busca a Deus de maneira intensa e demonstra o amor na vivência com o outro. E se queremos que as pessoas vejam Cristo, nós não precisamos aparecer. É como na canção dos Arrais, “que o meu nome morra com o meu corpo e que o de Cristo permaneça em tudo”. A cidade continua sendo o grande desafio da Igreja; é aqui que precisamos mostrar a nossa força e criatividade, sobretudo, o nosso amor.
Montamos este site com sugestões de atividades, estudos, reflexões e desafios a serem vividos nos âmbitos pessoal e coletivo a partir de sua comunidade.

Amor que gera Vida é uma declaração sobre a pessoa de Jesus.

DEVOCIONAL DIÁRIO

01 – Quem é o amor?

Leitura Bíblia: João 3

O que é o amor? Perguntam os jovens ao se descobrirem amantes de algo ou de alguém. Mas, apesar das chamas acesas em seus corações, descobrem o quão difícil é responder a esta pergunta e definir o que é o amor. O amor é fogo que arde e não se vê, disse o poeta. O amor é um verbo, disse o Pregador. Para definir o amor não devemos ir ao dicionário, disse o Teólogo. Ao toque do amor, todas as pessoas se tornam poetas, disse o Filósofo. Que tipo de amor? Perguntou o Grego. E você, o que diz? O que é o amor? Como o define?

Alguém já disse que podemos dar sem amar, mas é impossível amar sem dar – talvez, por isso, Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho (Jo 3:16). A Bíblia diz que Deus é amor (1Jo 4:8,16), portanto o amor é seu cerne, sua natureza, seu atributo essencial. Note bem que Deus não “tem amor”, Ele o é. Se o amor é a essência de Deus, qual é a essência do amor? Talvez falar de amor seja mais fácil que o sentir, mais fácil que o viver, mais fácil que o definir. Realmente, assim como Deus, o amor é extremamente difícil de limitar, de definir.

Pensando num amor que gera vida(s) só vejo o Amor com “A” maiúsculo, pois Deus é o único capaz de gerar vida(s) e por isso Ele é Amor. Porém, mais que ser amor, Ele é O Amor. Talvez a pergunta mais pertinente não seja “o que é o amor”, mas quem é o amor? Ao descobrir esse amor num ser, numa pessoa e sendo totalmente tomado por Ele, é assim que começamos a nos sentir vivos. Curiosamente é assim que começamos a gerar vida(s), em nós e através de nós, por causa dO Amor que habita em nós. Por isso, acho bem mais fácil dizer quem é o amor, pois é mais fácil identifica-Lo do que defini-Lo. Que esse Amor, com “A” maiúsculo, invada seu coração, sua mente, sua alma, suas forças e seu entendimento para que você se sinta cada vez mais vivo e passe a gerar vida(s), pelo poder do Amor que habita em ti. Que assim seja, para Honra & Glória do AMOR – amém.

Soli Deo Gloria

Pr. Mãnu Mezabarba

02 - Aprendendo com o olhar de Jesus

E Jesus disse: “Eu também não a condeno. Vá e não peques mais”

(João 8.11b).

Quando nos aventuramos na reflexão bíblica e nos estudos das Escrituras, percebemos que muitas conclusões que tiramos estão relacionadas às nossas vivências. Isso não é um problema, desde que nossas reflexões não se oponham à verdade ensinada. Hoje, eu quero refletir com você a partir de uma expressão que muito me fascina e, por isso, me permitirei um toque poético, do que percebo pelo “olhar de Jesus”.

Estamos acostumados a enxergar a tristeza nos olhos das pessoas, pois, quando esta se faz presente, lacrimejam, mas nestes dias, em que necessitamos usar máscaras, nossa comunicação se dá diretamente por nossos olhares. Demonstramos a raiva, o riso, a indiferença, a malícia, enfim, tudo através dos nossos olhos. A pergunta que fica é:Será que estamos conseguindo demonstrar amor e gerar vida através do nosso olhar?

Você já conhece essa história. Uma mulher é pega em adultério e seus acusadores a levam até Jesus. Na verdade, ela é usada como bode-expiatório. O que querem, mesmo, é pegar um vacilo do Mestre. Não pouparam olhares acusadores e condenativos à mulher. Queriam ver sangue. Só enxergavam seu erro e seu pecado. Entretanto, não foi isso que Jesus enxergou. Ele viu uma mulher que precisava de perdão. E não só ela, mas todos os acusadores. É incrível, mas Jesus olha para os acusadores com compaixão também, pois, ao declarar, “que aquele que não tem pecado que atire a pedra”, concede assim a chance de enxergarem como andam suas próprias vidas.

É nesta conclusão que lhe peço licença para um teor poético. Eu imagino Jesus olhando nos olhos da mulher para dizer: “eu também não te condeno. Vá e não peques mais.” Precisamos, urgentemente, trocar nossos olhares acusativos, para um olhar de ternura, que enxerga um ou uma semelhante, tão fraco (a) como nós, que carece de amor e não de pedras. É possível gerar vida através do nosso olhar de amor! Que aprendamos com Jesus! Que Deus te abençoe.

Amnom Lopes

Juventude Batista Brasileira

03 - Para viver feliz

“Felizes os que guardam os mandamentos de Deus e lhe obedecem de todo o coração!”

Salmos 119:2

É possível obedecer a alguém que não ouvimos? Alguém com quem não nos relacionamos o suficiente para compreender a sua vontade? Não! Não é. As vezes falamos tanto em ir, pregar, amar o próximo, mas deixamos passar o fato de que isto só acontecerá se em nosso coração guardarmos os mandamentos de Deus e estivermos dispostos a obedecê-lo. Sendo assim, é fácil entender que as nossas ações referentes ao próximo, dependem do nosso relacionamento com O eterno. O salmista diz que são felizes aqueles que vivem assim e quem não quer ser feliz? Então, pare um pouco, pense em como tem sido sua caminhada com Deus. E, antes de gerar vida pelo mundo a fora, veja se há vida em você! Peça ao Senhor que sonde o seu coração e se houver algum caminho mal (Sl 139.24), que haja arrependimento! Que seu coração se volte ao Senhor, que seu tempo seja para buscá-lo e, consequentemente, que seus dias sejam felizes, O obedecendo, falando sobre Ele, sobre Seu amor, gerando vida por onde for.

Fabiana Vieira
Coord. Missão – JBB

04 - Amor que gera amor

“Felizes os que guardam os mandamentos de Deus e lhe obedecem de todo o coração!”

Salmos 119:2

É possível obedecer a alguém que não ouvimos? Alguém com quem não nos relacionamos o suficiente para compreender a sua vontade? Não! Não é. As vezes falamos tanto em ir, pregar, amar o próximo, mas deixamos passar o fato de que isto só acontecerá se em nosso coração guardarmos os mandamentos de Deus e estivermos dispostos a obedecê-lo. Sendo assim, é fácil entender que as nossas ações referentes ao próximo, dependem do nosso relacionamento com O eterno. O salmista diz que são felizes aqueles que vivem assim e quem não quer ser feliz? Então, pare um pouco, pense em como tem sido sua caminhada com Deus. E, antes de gerar vida pelo mundo a fora, veja se há vida em você! Peça ao Senhor que sonde o seu coração e se houver algum caminho mal (Sl 139.24), que haja arrependimento! Que seu coração se volte ao Senhor, que seu tempo seja para buscá-lo e, consequentemente, que seus dias sejam felizes, O obedecendo, falando sobre Ele, sobre Seu amor, gerando vida por onde for.

Fabiana Vieira
Coord. Missão – JBB

05 - Amor que empodera

“Felizes os que guardam os mandamentos de Deus e lhe obedecem de todo o coração!”

Salmos 119:2

É possível obedecer a alguém que não ouvimos? Alguém com quem não nos relacionamos o suficiente para compreender a sua vontade? Não! Não é. As vezes falamos tanto em ir, pregar, amar o próximo, mas deixamos passar o fato de que isto só acontecerá se em nosso coração guardarmos os mandamentos de Deus e estivermos dispostos a obedecê-lo. Sendo assim, é fácil entender que as nossas ações referentes ao próximo, dependem do nosso relacionamento com O eterno. O salmista diz que são felizes aqueles que vivem assim e quem não quer ser feliz? Então, pare um pouco, pense em como tem sido sua caminhada com Deus. E, antes de gerar vida pelo mundo a fora, veja se há vida em você! Peça ao Senhor que sonde o seu coração e se houver algum caminho mal (Sl 139.24), que haja arrependimento! Que seu coração se volte ao Senhor, que seu tempo seja para buscá-lo e, consequentemente, que seus dias sejam felizes, O obedecendo, falando sobre Ele, sobre Seu amor, gerando vida por onde for.

Fabiana Vieira
Coord. Missão – JBB

06 - Se preciso for, recomece, mas, não pare!

‘’É claro, irmãos, que eu não penso que já consegui isso. Porém uma coisa eu faço: esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente. Corro direto para a linha de chegada a fim de conseguir o prêmio da vitória. Esse prêmio é a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus”. Filipenses 3. 13-14

Muitas vezes quando olhamos para Paulo, no auge de seu ministério, não levamos em consideração tudo o que ele passou pra chegar aonde chegou. Paulo nos permite ver como foi sua vida como cristão e nos mostrou como ele viveu em relação ao passado, presente e futuro. Paulo certamente tinha estas convicções e elas explicam sua humildade diante de Deus e seu trabalho incansável pela salvação dos homens, porque Ele tinha um propósito em tudo. Deus tem um propósito pra você. Queira viver os planos do Senhor pra sua vida, aproveite o projeto e esteja sensível a voz dEle. Esqueça o que passou e foque no hoje e agora.

Todos enfrentamos e precisamos de desafios, precisamos ser amáveis e determinados. Sinta-se desafiado a dar o melhor de si. Duas coisas te desejo aqui nesse mês da juventude: motivação, a razão que nos leva a prática, que nos leva a nos movimentar; e atitude. Elas determinam nossas ações, o que fazemos na prática, determina quem nós somos e demonstra o que acreditamos. Seja esse canal de motivação e atitude também. Muitos precisam de nossas ações. Comece hoje, e continue perseverando nos planos de Deus pra sua vida. Não é fácil e nem vai ser, mas a oportunidade de recomeçar é diária, esteja disposto como Paulo e prossiga para o alvo que é Cristo. Que Deus te abençoe grandemente.

Anne Thayná

Manaus, AM

07 - Persevere em oração

“Orai sem cessar” I Ts 5:17

Uma coisa curiosa que acontece em alguns grupos musicais é que quando estão tocando, às vezes um não consegue falar com o outro, mas precisam se comunicar. Com o tempo de convivência, vão surgindo olhares, expressões, gestos que comunicam a intenção de um integrante, e é facilmente percebida pelos outros. Convivência gera proximidade, e esta gera uma identificação de uns com os outros que tornam possível conhecer ao outro e conhecer-se a si mesmo.

Com a oração não é diferente. É um momento nosso, a sós com Deus que nos faz conhecer mais a Deus, perceber a ação dele nas nossas vidas nos detalhes. Mesmo que não evidente, a gente consegue perceber o que Deus está dizendo ou fazendo em nós e através de nós, por conta da proximidade e da intimidade proporcionadas pela oração.

Deus deseja mais e mais contato conosco. Somos filhos amados dele, que nos criou a sua imagem e semelhança. Que nos redimiu nos pecados, pagando o preço do nosso resgate na cruz. Por isso o texto bíblico nos recomenda: orem sem parar! Orem o tempo todo! Orem muito! Cheguem perto de Deus, conheçam a Ele, e nesse processo conheçam a vocês mesmos. Experimentem a intimidade com Deus e com Seu amor que nos dá vida em abundância! Que Deus nos abençoe.

Vinicius Vargas

Coor. Capacitação – JBB

08 - Decida viver

Quem sabe não foi justamente para uma ocasião como esta que você chegou à posição de rainha? Ester 4:14

Já conhecemos a história da Ester e sabemos que houve um momento decisivo em sua vida como rainha. Ela precisou viver a experiência de fé. Talvez ela nem estivesse acostumada a tomar grandes decisões e se posicionar, já que as grandes mudanças de sua vida foram, até então, decididas por outras pessoas.

É muito confortável ir levando a vida… “deixa a vida me levar vida leva eu”. sendo engolidos pelas circunstâncias porque somos acomodados, temos medo de avançar, medo das mudanças, inseguros com a nossa fé. Porém, fomos criados para sermos protagonistas da nossa própria história. Cada um de nós estamos inseridos numa trama muito especial, que faz parte de um plano muito maior, dentro de um reino muito maior.

Existe um momento que precisamos decidir viver, respirar, refletir e assumir a posição em que Deus nos colocou. Chega uma hora que não tem como deixar passar a oportunidade de viver o nosso propósito. Esse é o momento em que encontramos o verdadeiro contentamento. Quando posição e propósito se encontram em nosso coração e temos a oportunidade de viver uma caminhada de fé, porque não existe posição e propósito sem exercer a fé.

Deus está aguardando sua resposta. Ele poderia fazer sozinho, poderia ter livrado os judeus sozinho, mas escolheu usar Ester, e escolhe usar VOCÊ para realizar grandes coisas. Neste tempo, compreenda a posição em que Deus te colocou, reflita sobre seu propósito e viva as grandes coisas que Deus quer fazer por meio de você no mês da juventude e em todos os dias da sua vida.

Gilciane Abreu

Ministra de Juventude na PIB Vitória – ES

09 - Leve Jesus

Mandaram-lhe, pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas. João 11:3

Ao longo dos anos que Jesus viveu nessa terra como homem, Ele transformou diversos lugares e todos que ouviram falar sobre seus feitos iam até ele para receber algo de bom. Nesses encontros, as pessoas clamavam a Jesus para que curassem a elas mesmas ou a alguém que fosse querido por elas referindo-as pelo nome ou grau de afinidade. No entanto, observamos um ponto incomum na solicitação das irmãs de Lázaro, elas não o chamaram para curar seu irmão, mas se referiram a ele como amado de Jesus (aquele que tu amas) e este amor de Jesus, não se limitava apenas a Lázaro, mas a toda aquela família (Jo 11.5).

O amor de Jesus era tão grande que desejou dar a Lázaro vida novamente. Nesta cena, vimos que houve vida literalmente, mas o amor de Jesus é capaz de nos dar vida além dos aspectos físicos. Todos os dias esbarramos em pessoas que estão mortas ou morrendo espiritualmente. Pessoas que precisam ter um encontro com Cristo para que recebam a vida eterna. Jesus é a ressurreição e a vida; quem crê nele, ainda que esteja morto, viverá. O que estamos esperando? Assim como as irmãs de Lázaro levaram Jesus até ele, nós precisamos apresentar Jesus para estas pessoas que temos visto perecer, a fim de que elas desfrutem de Seu imenso amor e voltem a viver, aliás, comecem a viver de verdade. 

Jhonata Matias

Segunda Igreja Batista de Rio das Ostras

10 - Nova Vida

“E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos também dará vida a seus corpos mortais, por meio do seu Espírito, que habita em vocês.” (Rm 8:11)

Seguir a Jesus é ser compelido a andar no Espírito. Somos tomados pelo Espírito e vivificados por Ele quando nos encontramos com Cristo, pois Jesus é a própria ressurreição e a vida. O poder da ressurreição quebra os poderes da morte e faz nascer em nós um desejo incessante de viver.

O que Jesus trouxe ao mundo foi uma nova proposta de vida e, então, talvez a pergunta seja: Por que chamamos de “nova vida”? Sem dúvidas, é porque a comunhão com o Espírito nos traz uma experiência tão inédita e extraordinária com a vida que precisamos chamá-la de nova.

Não existe vida sem o Espírito da Vida. Ele abre os nossos olhos e nos faz enxergar o mundo para além de nós mesmos, ou seja, com a presença desse Espírito em nós, somos a própria presença de Cristo no mundo, do Filho de Deus, que dá vida aos corações ainda mortos.

Junior Almeida

Mesquita – RJ

11 - Sobre o amor

Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Mateus 22:36-39

Amor é a palavra que define todo nosso relacionamento com Deus. Afinal, Ele nos amar é o motivo de estarmos aqui. Mesmo em meio a pandemia, temos vivido dias tão apressados, que infelizmente acabamos não valorizando isto como deveríamos. Valorizar ao ponto de amá-lo com devoção e obedecê-lo em gratidão. Em nossas bolhas, nutrimos um amor egoísta que não nos deixa enxergar o próximo, mesmo conscientes que o amor a Deus, precisa nos mover em direção ao outro. Quando amamos Sua criação, reconhecemos o sacrifício de Jesus na cruz e expressamos o quanto entendemos nosso propósito enquanto seguidores Dele. Cristo é a fonte do amor! É nos relacionando com Ele que aprenderemos a compartilhar este amor. Então busque aprofundar seu relacionamento com Ele. Se alimente da Palavra, ore mais e não deixe de valorizar e compartilhar o verdadeiro amor que nos dá vida.

Por: Brenda Belmira

JUBASE – SE

12 - Em meio ao caos

Leitura Bíblica: Eclesiaste 3

Em pouco tempo o mundo virou de cabeça pra baixo. A vida se mostrou tão curta e o medo assolou a humanidade. Nisso muitos começaram a buscar algo que dê sentido a eles, algo que os faça se sentirem mais vivos, porém, buscam em fontes secas aquilo que suas almas clamam desesperadamente. Nós, como filhos de um Deus vivo e eterno, temos justamente a água viva (João 4.14) que pode os saciar e refrigerar nesses dias tão sufocantes. Em nós há o amor daquele que nos amou primeiro e deu a sua vida em nosso favor (Mt 20.28). O mínimo que podemos fazer é, valorizar este amor que vive em nós e compartilhá-lo por onde formos. Seja ponto de esperança para aqueles que estão desmotivados nesse tempo, seja a alegria que levante os corações tristes, seja o fôlego divino que muitos anseiam respirar. Que o seu amor por Cristo, o impulsione a compartilhar a água viva para os corações daqueles que clamam por uma vida de verdade.

Luiz Santos

Coordenadoria de Missão

13 - Compaixão gerando vida

Um dos textos mais emblemáticos da Bíblia, a meu ver, está em Lucas 15:20 onde vemos o reencontro do pai com o filho que se havia perdido.

E, logo em seguida, levantou-se e saiu na direção do pai. Vinha caminhando ele ainda distante, quando o seu pai o viu e, pleno de compaixão, correu ao encontro do seu filho, e muito o abraçou e beijou.

Ao longo dos três evangelhos vemos muito essa palavra compaixão, “Ele sempre se compadecia”,” tinha compaixão das multidões”. No nosso dicionário compaixão significa sentimento piedoso de simpatia com a tragédia pessoal de outrem, todas as vezes que Jesus tinha esse sentimento ele vinha acompanhado de uma ação para minorar esse sofrimento.

Nessa quarentena vi inúmeras pessoas tendo o mesmo sentimento e atitude de compaixão, isso é imitar Jesus, isso é fazer o que Jesus faria em meu lugar, isso é levar a vida que em nós foi gerada através Daquele que nos amou primeiro e a si mesmo se entregou.

Jesus é a perfeita representação do amor, o amor que resgata, que se compadece, que traz vida, que liberta, que traz paz em meio ao caos, que supre todas as necessidades, que beija e abraça como o pai fez com seu filho pródigo. Ele é a fonte de toda vida que move em nós e nos faz sermos melhores do que somos.

Jesus é o amor que gera vida em nós, que tira todos os entulhos que as inúmeras vozes e conceitos e ideologias nos transformaram um dia para viver uma vida com Ele e para Ele, porque é só Nele que existe vida e fora Dele nada, absolutamente nada existe.

Solange Alves

Cood. 29+ JBB

14 - Amar é a nossa essência

“Deus criou o homem a sua imagem, a imagem de Deus os criou; Homem e mulher os criou.” (gênesis 1:27)

A forma como fomos criados tão somente nos revela uma natureza única de amor, santidade, bondade, mansidão e toda essência que existe em Deus. Fomos criados a sua semelhança, mas refletimos isso diariamente? Após a entrada do pecado no mundo muita coisa mudou, mas existe algo que permanece intacto em nós até hoje: A nossa essência, essência essa que em grande parte é camuflada pelo pecado, pecado esse que dia e noite gera mentiras que escravizam quem realmente somos.

1 João 1 revela a vinda de alguém ao mundo trazendo verdades: verdades que nos santificam, verdades que nos trazem vida, verdades que nos permitem ter comunhão com o Pai. Esse alguém é Jesus Cristo e sua mensagem é tão somente uma: “Somos amados e por isso somos aptos para amar”. O sacrifício de Cristo é tanto a prova do Seu amor, quanto o padrão para o nosso amor pelo próximo (1 João 3:16). Amor esse que não deve simplesmente estar paralisado no ato heroico de Jesus na cruz, mas que deve ser demonstrado através de uma vida diária de compaixão (1 João 3:18). Afinal, a cruz nunca foi um fim em si mesmo, ela sempre foi o começo de uma nova vida!

Em um tempo com tantas dificuldades e incertezas do amanhã. Que possamos nos firmar na verdadeira essência que existe dentro de nós e exalarmos o amor que gera vida a tudo aquilo que está morto. Pois a criação aguarda ansiosamente a revelação dos filhos de Deus (Romanos 8:19).

Stephanie Johnson
JUBARO – RO

15 - O risco de perder-se

Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Jo 10.10

A vida é cronômetro. É areia que percorre a ampulheta. É tempo que escorre pelos dedos. Nesses últimos dias, confinado em minha própria casa, tive em mãos um pequeno livro elaborado pelo filósofo sul coreano Byung-Chul Han. Lendo as suas desconfortáveis páginas, concluí que as nossas percepções sobre a vida descrevem muito bem o espírito do nosso próprio tempo, mas pouco têm a dizer sobre a substância desse presente dado por Deus. Para o intelectual, vivemos numa “sociedade do cansaço”. Somos acelerados. Internalizamos que a vida é repleta de sons. Porém, nos esquecemos das pausas! Qual o perigo? O risco é perder-se. Perder-se de si e perder-se do outro. Encontramos na agenda cheia, a fuga das nossas insuficiências. Enxergamos na produtividade, o ópio que ameniza a ausência de sentido. O resultado? Esse conhecemos bem! A respiração mais parece um avião em turbulência. A coragem para levantar da cama vai embora sem dizer adeus. Postergamos! Somos jovens exaustos. Assim como a mão que socorre o ferido, Jesus veio ao mundo para restaurar a nossa humanidade. Em seus gestos, nos ensinou que a vida é renúncia; é doação; é solitude e descanso. Pessoalmente, confesso que já tentei dominar a vida. Lutei, mas caí. Percebi que a vida na verdade é um verdadeiro espaço de imprevisibilidade. No entanto, como o lenço que enxuga as lágrimas, encontrei refúgio nas palavras Jesus: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância (Jo10:10)”. Em linhas gerais, hoje, oro para que você entenda que a vida não cabe no currículo lattes. Oro para que você compreenda que pessoas são mais importantes que metas. Oro para que você reconheça seus limites. Afinal, Jesus requer abundância no viver.

Ramon Oliveira
PIB do Rio de Janeiro

16 - Sejam sábios

“Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor”. Efésios 5.17

Não é novidade ler, ouvir falar ou saber que vivemos dias difíceis, né?! Porém mesmo não sendo novidade, se fazem necessárias constantes reflexões sobre a forma de viver nestes dias. Existem duas opções para se viver: uma é sendo sábio, vivendo os propósitos que Deus tem para a sua vida, intensificando o seu relacionamento com Ele e aproveitando as oportunidades para expandir o reino, levando O amor que gera vida e a outra é sendo insensato, vivendo os seus próprios prazeres. Qual você tem escolhido? Te convido a resgatar na sua memória como você tem gasto e com o que você tem gasto o seu tempo. É preciso ter sabedoria e estabelecer prioridades, lembrando que ele é valioso e que não volta, por mais que muitas vezes utilizemos a expressão “correr atrás do tempo perdido”, isso não cabe principalmente quando se trata de vida com Deus e cumprimento da Sua vontade, como registrado em Mc 16:15. Se até o momento ou por algum momento você tem desperdiçado o seu viver com projetos que não estão alinhados com os do Senhor, que tal apertar o botão do reset e reiniciar tudo?! Busque em Deus a direção, pois Ele certamente o conduzirá a viver sabiamente, o que permitirá que você seja lembrado como aquele que seguiu os passos do Amor e vidas gerou.

Daniele Vieira

Segunda Igreja Batista de Rio das Ostras

17 - Gerando vida através de ações

Pouco depois, uma mulher samaritana veio tirar água, e Jesus lhe disse:
“Por favor, dê-me um pouco de água para beber”.

João 4.7 (NVT)

Muitas pessoas em nossa sociedade são tidas como invisíveis, garis, moradores em condição de rua, etc… no interior dessas pessoas não há mais esperança para que sejam vistas ou ouvidas. Sua participação na sociedade ou são de prestadores de serviços como os catadores ou como um peso, como são vistos os pedintes. Suas presenças são toleradas em meio a um cotidiano corrido coberto de egoísmo. Eles seguem ansiosos para serem ouvidos e para tornarem-se visíveis.

A maior prova de amor oferecida por Jesus e que surpreende aquela mulher, foi o fato de Jesus se dirigir a uma mulher não judia, considerada por todos impura e indigna. Essa conversa de Jesus alterou por completo a vida dela e a partir desse relacionamento com Cristo, sua vida foi totalmente alterada.

Uma vida alterada pelo amor de Jesus pode gerar outras várias, assim como aquela mulher que vai até a cidade e leva a outros conhecerem aquele homem que impactou sua vida com apenas uma frase. Por isso te  convido hoje a modificar também a vida de alguém que se sente a margem da sociedade com um gesto de carinho, e/ou uma conversa. Siga a Jesus e gere vidas através de ações.

Thiago Roberto – RJ
Coord. Teen Brasil – JBB

18 - Em nome do amor

“E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” Atos 3:6

Costumamos ver Pedro e João juntos, desde a sociedade na pesca até a parceria no ministério, como em Atos capítulo 3. Os apóstolos não possuíam prata nem ouro, no entanto eram direcionados pelo Espírito, buscavam relacionamento com Deus e com o próximo.

Nós hoje, como seguidores do Senhor, temos muitos recursos e nos falta o poder ou a sensibilidade dos apóstolos. Estes homens demonstraram uma compaixão muito além da religiosidade.

Que desafiador, não é? Interrompermos a nossa programação em nome do amor e cuidado com aqueles que precisam. Não podemos dar mais valor aos hábitos do que às pessoas; sermos zelosos em nossas tradições e indiferentes ao próximo. Neste cenário, eles pararam o tempo da oração para cuidar do paralítico; no milagre da multiplicação, os discípulos demonstraram atenção ao povo e falaram com Jesus sobre as suas necessidades.

O “poder” dos apóstolos ultrapassava as rotinas eclesiásticas para derramar vida naqueles que clamavam por salvação.

Hugo Campos

Coord. Teen Brasil – JBB

19 - A alegria é coisa séria no céu

“Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome;
Anunciai sua glória… e suas maravilhas”

Salmo 96:2a, 3

Por muito tempo aprendemos a pensar em Deus como uma figura muito séria. Talvez um Deus muito trabalhador, de semblante concentrado em coisas tão sérias. Muito provavelmente, construímos uma imagem dEle que não reflete quem Ele é de fato. Tenho observado quanto os Salmos nos convocam a cantar, celebrar, nos alegrar – como resultado de contemplar a glória e as maravilhas do nosso Deus! E se o Deus tão ocupado com o trabalho a ser feito, ao invés disso, for uma Trindade que vive um relacionamento tão pleno de vida, alegria, graça, beleza que decidiu nos chamar para ser participantes de tudo isso? E se não for sobre tarefas a cumprir, mas sobre um relacionamento de amor para viver? Contemplar a Sua glória não seria também contemplar essa dinâmica de perfeita comunhão? E render glórias a Ele não teria a ver com reconhecer a beleza dessa relação e nos render para fazer parte dela e, também, refleti-la? Uma beleza que enche o coração de alegria! Um amor que nos enche de motivos para cantar! Entrar nesse relacionamento de amor inescrutável e ser tão cheios dessa vida que não possa haver outra resposta se não voltar a ser “imagem e semelhança” dEle no mundo. O amor capaz de gerar vida em nós. O amor capaz de nos fazer também amar e gerar vida em outros. Um amor alegre. Afinal, como disse C. S. Lewis: “A alegria é um assunto levado a sério no céu”.

Aline Ramos

Pres. da Juventude Batista do Amapá

20 - O mais importante é o amor

“Três coisas, na verdade, permanecerão: a fé, a esperança e o amor, e a maior delas é o amor.” I Coríntios 13.13

Fé, esperança e amor, eu gosto de pensar nesses três elementos como os pilares da nossa conduta cristã. Eles são essenciais em nossas vidas e nos movem a agir como Cristo. Ao refletir em nossa fé temos que ter em mente que ela nos impulsiona a viver o impossível. Pode parecer repetitivo falar isso, mas a fé está ligada as manifestações de amor que temos para com Deus e entre nós. É através da fé que conseguimos caminhar em amor por meio da graça! E, por meio da esperança podemos exercer a nossa fé. Tendo a certeza que tudo que estamos vivendo vem de Deus e é para Deus, prossigamos! E, o amor? Ele é o ponto central que nos faz caminhar olhando para o próximo. É somente através dele que conseguimos sair do estágio narcisista e passamos a olhar e cuidar do que está ao nosso lado. Por isso ele é o mais importante! Meu desejo é que você continue a viver pela fé, esperançoso, amando quem está ao seu lado.

Em amor e Graça,

Lucas Sales Oliveira

Igreja Batista Local

21 - Você foi enviado

“Jesus disse: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode vir ao Pai senão por mim’”

(João 14:6)

“Mais uma vez, ele disse: ‘Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio’”

(João 20:21)

Quando pensamos em amor, temos de entender que este não se trata de um sentimento, mas sim de uma ação. Quando pensamos em vida, temos de pensar em algo dinâmico, que está em movimento. Logo, amor, que é uma ação, precisa de fato gerar algo que tem de estar em movimento, que é vida na vida de pessoas que estão ao nosso redor.

Por vezes, muitos estão passando por essa terra, sem expectativa, ou perspectiva. Mas, e nós, que já conhecemos a Jesus, entendemos o que ele fez e pode fazer em nós e através de nós? Compreendemos o que é viver a vida de Jesus? Entendemos que podemos transmitir a vida de Jesus para outras pessoas? Em muitos momentos, estamos de forma estática, parada, apenas passando de um dia para o outro.

Como juventude, precisamos entender que fazer parte da Missão de Jesus é estar em movimento, é se mover para o que Ele está fazendo, junto dEle. A Missão é esse amor que está gerando vida onde não há. Fazer parte disso é se doar em favor de pessoas que hoje não conhecem um amor assim, que se entregou. O que estamos fazendo com essa notícia?

As nossas cidades estão cheias de pessoas que precisam urgentemente de vida, mas a verdadeira vida que só podemos encontrar em Jesus. Adolescentes e jovens, nós seremos esses que faremos parte da Missão do Pai, para que todos conheçam o Filho? Iremos nos dispor para sermos sinalizadores do Reino de amor e vida verdadeira, ou iremos nos contentar em sermos meros crentes de banco? Quem você escolhe ser hoje? Espero que você escolha ser um instrumento nas mãos do Espírito Santo, cheio de coragem, ousadia e poder. Escolha viver em Deus e para Deus, na Missão dele, junto dele, cumprindo os propósitos dele. Não queira viver menos que isso. Saiba que em tudo isso, por mais difícil que possa parecer, nada será em vão nele. Creia e viva esse amor que gera vida. Seja um instrumento nas mãos dele. Apenas isso.

Elen Diana Gomes de Carvalho

Coordenadora de Missão da Juventude Batista Mineira.

22 - O amor continua valendo a pena

Leituras bíblicas: Lucas 23.32-34, Colossenses 3.12-15 e I Pedro 4.8

Existem dias e dias. Dias em que pouca coisa faz sentido e outros em que tudo parece se encaixar. Nesses momentos que a vida parece certa, tudo está indo bem…é muito fácil demonstrar gratidão e bondade! O amor é tão reconfortante nesses dias. Não há espaço para ressentimento e mágoa quando tudo parece estar bem. Mas e quando tudo desmorona? E quando nada faz sentido? Há espaço para o amor quando as pessoas só pensam em si mesmas e fazem de tudo para se agradarem, mesmo que para isso elas te tratem com menos valor que você merece? Respostas de amor são óbvias quando nos machucam, pisoteiam nossos corações e seguem a vida como se nada tivesse acontecido? É possível amar quando tudo desmorona? Sim, é possível. Como? Olhe para a cruz. Olhe e perceba a manifestação sublime da graça. A cruz de Cristo nos ensina que o amor não pode esperar e que amar nunca é demais. Não há tempo para aguardar tudo estar perfeito. O amor sempre encontra o caminho até os lugares mais obscuros nos corações que estão cercados pela incerteza e sofrimento. Mesmo que tudo esteja um caos, o amor continua valendo a pena. E na certeza que flui do amor, podemos viver dia após dia – mesmo que nem tudo saia como planejado. O amor não nos deixa desistir. Talvez você esteja enfrentando dificuldades hoje. Talvez seu coração esteja magoado. Talvez você tenha ofendido alguém. Seja qual for a situação, o amor está perto. Hoje e sempre ele valerá a pena. Você só precisa aceitá-lo.

Rebeca Andrade

Vem pra Vida – JBB

23 - Não se esqueça do que importa

E os onze discípulos partiram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes tinha designado.

E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Mateus 28:16-18

Um amigo da faculdade me relatou uma crença, “tudo que somos é memória”. Ele dizia isso se referindo a nossa identidade. Se perde sua memória, perde sua identidade. Tem situações que assaltam nossa memória e nos aprisionam ao cotidiano. Os discípulos de Jesus tinham sem dúvidas boas memórias com o Mestre. No momento de maior êxtase da história de Jesus na terra, alguns duvidaram, esqueceram ou nunca acreditaram. Diante de um tempo tão “esquisito” as mudanças vêm de muitas formas, mexendo com nossos planos, cultura e rotinas. Lembro que recentemente falava aos jovens sobre as transformações que a inteligência, somado a tecnologia estão sendo provocadas em  nossas vidas. De repente e inesperadamente, um organismo biológico, sem pedir licença, sobe no palco e faz sua graça. O jogo mudou e não sabemos como será o novo normal. Quantas dúvidas temos do futuro? Você ainda lembra quem Deus é na sua vida? Temos a oportunidade de olhar para Jesus e o adorar. A vida nos prega muitas peças, mas Deus não mente. Nós não somos daqui e nossa identidade está em Deus onde aguardamos com alegria a volta de nosso Senhor Jesus Cristo.

Alan Costa
Desenvolvedor Estratégico – JBB

24 - Não há amor maior

Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. 1 João 4:10

Os relatos bíblicos nos mostram o quão puro é o amor que vem de Deus. Amor sacrificial, revelado por meio de Cristo, o qual entregou-se a si mesmo, nos ensinando o quanto vale a pena doar-se em favor de alguém. O apóstolo Paulo, claramente, inspirado pelo grande Eu Sou, nos diz que nenhum advento miraculoso tem valor se não houver este amor. Ele também diz que o sentimento não busca seus próprios interesses, não se alegra com as injustiças, antes é paciente, benigno e nunca acaba. Agora os efeitos desse amor não param por aí. Em I Jo 4, vemos que Deus é amor! Ele diz no versículo 10 que o amor se constitui na entrega de Cristo para nos livrar dos nossos pecados. Não há amor maior do que este, de dar a própria vida para que os que estão mortos voltem a viver e tenham paz com Deus. Adotados por este amor, temos vida em Jesus e somos postos no rebanho dos santos. Motivados pelo amor de Jesus, sejamos instrumentos para que outros também O conheçam, sejam alcançados por este amor e tenham seus pecados perdoados, amém.

Igor Araújo
JUBAPE – PE

25 - Alegre-se na esperança

Leitura Bíblica: Romanos 12

Jesus nos ensinou que nesse mundo teríamos aflições. No ano de 2020 lidamos com problemas sociais, econômicos, políticos, sanitários entre um monte de outras dificuldades que a gente enfrenta normalmente no Brasil. Parece que já faz parte do nosso estilo de vida conviver com algum tipo de situação complicada. Nada diferente daquilo que era previsto. Este mundo é tenso, complicado e cheio de aflições.

Jesus nos ensinou a ter bom ânimo, nos orientou a não desistir e nem desanimar frente às dificuldades. Elas certamente alcançarão a todos nós de uma maneira ou de outra. É impossível viver uma vida sem que coisas inesperadas e desagradáveis aconteçam. Teremos aflições, mas não podemos perder o ânimo. Não podemos deixar que as dificuldades da vida se tornem maiores que a nossa esperança.

Jesus nos garantiu: não devemos temer as dificuldades e nem desanimar. A garantia é fantástica: Ele venceu o mundo! Repare que Ele não disse que venceu as dificuldades do mundo. Sua vitória é sobre todos os aspectos do mundo. A Ele foi dado todo poder no céu e na Terra. Ele é o nome a ser invocado para sermos salvos. E Ele garante, eu venci o mundo. Quem está comigo, vence junto comigo!

Que nossos sonhos não morram, que nossa fé não desanime, vamos seguir firmados em Cristo e em seu amor que nos dá vida!

Que Deus te abençoe

Vinicius Vargas

Coor. Capacitação – JBB

26 - Pra quem tem sede

O encontro de Jesus e a mulher samaritana à beira do poço envolve inúmeras lições importantes, mas quero fazer um recorte de João 4:13-14 para destacar a forma como Cristo ressignifica os lugares onde chega.

A sede nos lembra da nossa finitude, como qualquer necessidade básica ela é um aviso de que não somos autossuficientes, considerando que um ser humano só aguenta 3 dias sem água, de modo que dependemos dela e a buscamos, pois, a necessidade cobra.

Cristo nos apresenta uma nova sede e uma nova água. Ele mostra que além das necessidades físicas, as necessidades espirituais também apontam para a finitude. No entanto, encontramos nEle a saciedade, a ponto de passarmos a gerar o que antes buscávamos.

É nesse sentido que Ele diz à mulher que, uma vez bebida, aquela água se tornaria nela uma fonte a jorrar para a vida eterna. Cristo ressignifica tudo e, uma vez que bebemos do Espírito somos envolvidos por Ele, mergulhados nEle e Ele brota de nós como uma torrente que busca atingir tudo a nossa volta.

Quando nos encontramos com Cristo, não precisamos mais cavar poços, passamos a ser fonte. Não somos mais apenas consumidores, somos geradores. Não precisamos mais buscar ao longe pois Deus passa a habitar dentro de nós, não mais apontando a finitude, mas nos guiando para a eternidade.

David Dias
Primeira Igreja Batista em Mariléa

27 - A correção de Deus é mais uma prova de amor

“Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem.”
Jó 42:5

Pensando sobre a vida de Jó, pude ver alguém que estava sem esperança, questionando a bondade de Deus e até achando que merecia algo melhor Dele.

Quando Deus começa a falar com Jó, imagino como se ele tivesse sido colado em um banquinho da correção. Tipo quando criança a gente erra, a mãe vem e diz: “senta aqui, vamos conversar.” Vejo como uma atitude de amor. E, Deus começa a falar tudo o que ele precisa ouvir para ser restaurado.

Depois de ouvir tudo, no cap. 40 de Jó, ele diz: “agora confesso: antes eu ouvi falar a Teu respeito; mas agora te conheço, pois vi com meus próprios olhos. Por isso, retiro tudo o que disse, sou um miserável. E me arrependo profundamente, perdoa-me!”

Sem Jesus nos encontramos como o Jó lá do comecinho. Aí Jesus entra na história, nos mostra com toda Sua humildade e amor que as coisas não são assim, que há uma necessidade em nós, que é “ver” o Senhor com os nossos próprios olhos. Devemos ter um relacionamento profundo com o Pai. Não com regras, com pesar e obrigação, mas pelo prazer de ir até o Amor.

Por vezes é preciso sentar nesse “banquinho da correção” para entendermos o que de fato importa e voltarmos à Ele. Ser corrigido por Ele é ser amado por Ele! Amados para amar, não por merecimento, mas pela Graça.

Bruna Lima  
JUBASMA – MA

28 - O Deus que chora

“Jesus chorou.” João 11:35

Chorar é uma atitude extremamente humana e não ligamos essa expressão a quaisquer divindades que idealizamos. É difícil imaginarmos um deus chorando, mas o Deus verdadeiro expressou a sua dor diante do nosso sofrimento.

Questionado pelas mesmas palavras de duas irmãs a quem tinha muita consideração, Cristo teve dois posicionamentos diferentes. À primeira, Marta, fez lembrar da sua natureza divina (Jo 11.25) e ela reconheceu isso (Jo 11.27); mas à segunda, Maria, demonstrou sua humanidade, pois “quando a viu chorar (…) moveu-se muito em espírito, e perturbou-se” (Jo 11.33).

“Chegando ao lugar onde Jesus estava e vendo-o, Maria prostrou-se aos seus pés” (Jo 11.32) e isso mudou a postura do Mestre, que, como Deus, não rejeita ao coração quebrantado.

O Senhor atendeu ao clamor de Maria e respondeu aos questionamentos de Marta, Lázaro estava de volta aos seus braços. Aquele que é 100% Deus, mas também é 100% homem não pode negar quem Ele é.

Assim como Lázaro, “quando ainda estávamos mortos em transgressões” (Ef 2.5) “Deus (…) nos amou” (Ef 2.4), trazendo vida, e vida verdadeira. Ele é alguém que transforma choro em esperança, tristeza em alegria, morte em vida; foi assim com Lázaro, mas também comigo.

Hugo Campos
Coord. Teen Brasil – JBB

29 - Amar como Cristo nos amou

Eu lhes dou um novo mandamento: que vocês amem uns aos outros. Assim como eu os amei, que também vocês amem uns aos outros. Nisto todos conhecerão que vocês são meus discípulos: se tiverem amor uns aos outros.

João 13:34,35

Em João 13:34, Jesus nos dá um novo mandamento: “amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros”. A partir desse momento, passamos a entender que o amor ao próximo, que Cristo requer de nós, é mais profundo e sacrificial.

Como o amor abundante de Jesus já está em nós, ele transborda de tal forma que podemos dar nossa vida em favor de outra pessoa, como forma de gratidão por aquilo que o próprio Deus fez por nós. Deus é amor e nos ensina a amar como Ele ama para que só assim, as pessoas que nos rodeiam experimentem desse amor sem limites e testemunhem que somos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo.

O que tem faltado para você viver aquilo que Jesus tem te chamado a fazer? Deixa aquilo que te impede de amar como Ele te amou e seja a luz que resplandece a glória dEle na vida do outro!

Maraísa Lins
JUBAPE – PE

30 - Providenciem vocês o alimento

“… viu uma grande multidão e teve compaixão dela, pois eram como ovelhas sem pastor.”

Marcos 6.34

Leitura Bíblica: Marcos 6.30-44

Jesus, cansado, chama Seus discípulos (os doze), para se retirarem a um lugar sossegado para repor as energias, mas a multidão percebe a movimentação e vai atrás. O que acontece a seguir é incrível, mas perceba que tudo começa com o “olhar de compaixão” de Cristo, que enxergou as necessidades da multidão.

Jesus é assim. Ele nos vê e nos trata por completo. Mas, o que é tão incrível que acontece a seguir? Eu ainda não estou falando do milagre, e, sim, da conversa do Mestre com Seus discípulos.

Este é o único milagre relatado nos quatro Evangelhos, o que o torna extremamente rico de informações e especial. Contudo, quero me apegar a frase dita por Jesus a Seus discípulos quando os mesmos o aconselham a despedir a multidão. Jesus declara: “Providenciem vocês mesmos alimento para eles.” Diante dessa palavra, quero destacar dois ensinamentos que me saltam aos olhos.

O primeiro, é que diante de nós também há uma multidão carecendo de alimento e de outras necessidades. A cidade continua sendo o nosso maior desafio enquanto Igreja. Jesus olha para as multidões com compaixão e nós precisamos deste mesmo olhar atencioso. O segundo, é que a responsabilidade da continuidade dos sinais é nossa! Se outrora o mestre mandou os doze alimentá-los, hoje, nós que somos seus discípulos precisamos assumir a responsabilidade por Sua obra. Não há espaço para desculpas no Reino.

Finalizando este pequeno escrito percebo muitas semelhanças entre nós e os doze. Muitas vezes afirmamos que não podemos fazer pela falta de recursos, e estes versos nos lembram que o dono da obra é Ele! É Ele que tem todo o poder e que faz a multiplicação do alimento, e é por Graça, que nos permite fazer de Sua obra. Existe uma multidão perto de nós, e a responsabilidade da continuidade dos sinais é da Igreja. É nossa! Assim como Cristo, amar e gerar vida! Que Deus nos abençoe.

Amnom Lopes
Juventude Batista Brasileira

GRANDE ENCONTRO

GRANDE
ENCONTRO

Semana 01 - Obediência gera vida

“Será que vocês não sabem que, ao se oferecerem como servos para obediência, vocês são servos daquele a quem obedecem, seja do pecado, que leva à morte, ou da obediência, que conduz à justiça?” Romanos 6:16

A obediência é uma escolha. Sempre foi. Desde o Éden, o homem pode escolher entre obedecer e não obedecer. Vez por outra na Bíblia aparecem bifurcações onde são necessárias decisões. Em diversas passagens, a decisão a ser tomada é: obedecer ou não? Muitos dos maiores heróis da Bíblia, em algum momento tiveram de decidir entre obedecer ou não. Talvez o caso mais clássico seja o de Jonas, mas não é o único.

Paulo diz aos Romanos que quem é servo do pecado, caminha para a morte. Os obedientes por sua vez caminham para a justiça. Parece meio óbvio que quem desobedece acaba se dando mal: quem desobedece a sinalização de trânsito põe em risco a sua vida e a de outros; quem desobedece às instruções do médico e não faz o seu tratamento adequadamente, pode ter complicações irreversíveis; os profissionais que desobedecem aos procedimentos de segurança podem causar grandes desastres… a lista é longa, real e conhecida de todo mundo.

Se todo mundo sabe que obedecer é melhor, por que insistimos tanto em desobedecer? Que atração existe na transgressão que mesmo sabendo das consequências, continuamos a considerar, a refletir e a decidir fazer tudo errado? Sabemos que a nossa carne é inclinada ao pecado, e naturalmente nossa mente pensa nas coisas que não devemos fazer. Mas será que saber disso, nos exime de culpa? Acho que é muito pelo contrário.

Nós sabemos que somos atraídos à desobediência. Consequentemente, somos puxados para longe da vontade de Deus. Quando isso acontece, precisamos estar atentos aos riscos das nossas decisões, para nós mesmos e para os outros. Para obedecer, precisamos estar cientes de algumas coisas que nos ajudam em nossas escolhas:

1 – Nem sempre vamos entender o que vamos obedecer

Sendo a obediência uma escolha que fazemos, precisamos estar conscientes que muitas vezes não vamos entender o sentido de uma ordem, de um chamado, de uma proibição. Nas narrativas bíblicas, muitas vezes os personagens estão tão ou mais perplexos do que nós. Sair da sua terra para um lugar desconhecido, construir uma arca longe do mar, deixar o seu trabalho no meio do expediente… Abraão, Noé e Mateus obedeceram. Suas histórias são exemplos de obediência para nós. Talvez Deus não nos chame de forma tão radical, mas certamente vai nos desafiar a obedecer sem entendermos todos os detalhes do plano dele.

2 – A obediência é um ato de fé

Não controlamos os planos de Deus. Ele faz o que quer, quando quer. Eventualmente, Deus nos convoca para fazermos parte de seus projetos. Quando isso acontece, nos cabe obedecer às ordens de Deus sabendo que o que Ele planeja é sempre perfeito. E mesmo que não seja viável, nem possível, sob a nossa perspectiva, Deus faz as coisas acontecerem, mesmo quando isso contraria toda a lógica humana. Obedecer não mostra apenas nossa submissão a Deus, mas nossa confiança de que se colocarmos o pé fora do barco, ele não nos deixará afundar.

3 – Deus sempre realiza Seus planos

Com ou sem a nossa participação, Deus vai fazer com que Seus planos se cumpram. Abraão não esperou que Sara engravidasse, quis resolver do seu jeito. Parecia mais rápido. O calendário dele estava desalinhado com o calendário de Deus, que fez o que quis, como quis, quando quis. Jonas quis fazer diferente dos planos de Deus. Não adiantou, sua fuga foi interceptada e ele foi vomitado no lugar para onde deveria estar indo. Aprendemos com Jó que Deus pode tudo e nada pode frustrar os planos de Deus, nem nossa desobediência! Cabe a nós decidirmos se vamos obedecer e alegremente fazer parte dos planos dEle.

4 – Obediência é prova de amor a Deus

Nesse mês da juventude, a JBB tem o tema ‘Amor que gera vida’. Deus nos amou e se entregou por nós. Devemos amá-lo sobre todas as coisas. Em João 14:21, Jesus deixa claro que demonstramos nosso amor por Ele quando conhecemos e obedecemos Seus mandamentos. O novo mandamento deixado pelo Mestre é amarmos uns aos outros. Amor gera obediência. Obedecer significa amar, a Deus, Sua Palavra e ao próximo. A obediência gera vida. Nos faz mais próximo do Senhor e deSua palavra, nos muda de dentro pra fora pra que sejamos mais parecidos com Ele.

Semana 02 - Perdoar gera vida

Perdão é uma das colunas do evangelho de Jesus Cristo. Remova da boa-nova o conceito de perdão e você terá qualquer coisa, menos a mensagem que o Senhor veio à terra proclamar. Por isso, perdoar é vital, é essencial, para a vida cristã e os relacionamentos. É absolutamente impossível dizer-se cristão e não estender o perdão a quem nos ofende, como disciplina de vida.

Paulo é taxativo: “Livrem-se de toda amargura, raiva, ira, das palavras ásperas e da calúnia, e de todo tipo de maldade. Em vez disso, sejam bondosos e tenham compaixão uns dos outros, perdoando-se como Deus os perdoou em Cristo” (Ef 4.31-32). Este é o caminho e a proposta: uma vez que Deus nos perdoou, devemos perdoar. Perdoar o próximo é seguir os passos de Deus em seu tratamento conosco. É pura imitação de Cristo.

Mas, e se a pessoa que nos ofendeu não enxerga os próprios erros e segue nos tratando mal e ofendendo, com a firme convicção de que ela está certa? Talvez esse seja um de nossos maiores desafios, pois, frequentemente, nos vemos frente a frente com o dilema: perdoar quem se arrependeu é fácil, mas como lidar com quem não se arrependeu?

Nessas horas, devemos ter como referência Jesus no Calvário, sendo ofendido e escarnecido por aqueles que o levaram à cruz: os soldados romanos e os religiosos judeus. Sua postura? Ele os perdoou. Afinal, eles não tinham consciência real do que estavam fazendo. Criam piamente estar certos, mas não estavam. Sua postura era de empáfia, deboche, superioridade. Ofendiam Jesus e continuavam ofendendo. Alfinetavam. Machucavam. A postura de Cristo? Pai, perdoa, pois eles não sabem o que fazem… Essa também deve ser a nossa postura.

Existe um paralelo interessante entre o perdão e a salvação. Explico: há diversos fenômenos envolvidos na salvação, entre eles a justificação e a santificação. A justificação ocorre no preciso momento em que recebemos Cristo em nosso coração e cremos nele como Senhor e Salvador. É um ato. Instantâneo. Imediato. Somos na mesma hora vistos como justos aos olhos do Pai. E, a partir do momento em que somos decretados justos, por mérito do sacrifício de Jesus, tem início outro fenômeno da salvação, a santificação. E, ao contrário da justificação, ela não é um ato, mas um processo. A santificação ocorre todos os dias, dia após dia, e consiste em buscar viver em obediência, com esforço e em renovação constante. A santificação só terminará quando chegarmos diante de Deus, após partirmos desta vida, e formos glorificados com ele.

Entender que a salvação inclui um ato e um processo nos ajuda a compreender o perdão, pois ele também funciona de modo semelhante. Quando perdoamos alguém que nos magoou, abandonou, feriu, agiu de modo hipócrita, fraudou ou o que for, o fazemos num ato instantâneo. É quando tomamos a decisão de perdoar e dizemos a Deus: “Senhor, eu o perdoo. Remove de tua memória tudo o que foi feito por ele e que transpassou meu coração. Que não haja nenhuma punição espiritual pelo que ele fez, mas que toda dívida moral e espiritual que ele tenha contraído comigo seja completamente apagada. Eu o perdoo hoje, agora, neste instante”. Pronto, o perdão foi estendido. Você liberta essa pessoa das dívidas espirituais que ela tinha por ter falhado com você e lhe concede vida.

Mas, aí, a vida segue.

Você continua convivendo com essa pessoa, ou a encontra esporadicamente. E ela segue agindo com você de forma nada cristã, tratando você mal ou nem mesmo lhe dirigindo a palavra. Pelas costas, fala mal de você. Dá alfinetadas. Demonstra com suas ações que nunca considerou erradas as próprias atitudes. Em outras palavras, não muda. Esse é o pior tipo de pecador: o que não enxerga o próprio pecado, o que considera que seu pecado é uma virtude, o que é cego para as próprias ações daninhas e que, por isso, não se arrepende e segue fazendo o que sempre fez, agindo como sempre agiu, machucando como sempre machucou.

Diante disso tudo, vem a pergunta: e aí, o que você deve fazer? Meu conselho bíblico é: continue perdoando. Siga dando vida a quem está morto em seus delitos. Renove aquele ato inicial de perdão a cada novo dia. Sempre que o seu coração se entristecer pelo que tal pessoa vier a fazer, perdoe novamente. Faça do seu perdão um processo contínuo.

O que ajuda muito nessas horas é você se lembrar da explicação de Jesus, no Calvário, para o pecado daqueles que lhe fizeram mal: eles não sabem o que fazem. E essa, na verdade, é a grande explicação. Pois, muitas vezes, aqueles que nos fizeram mal realmente não percebem esse mal. Eles se veem como justos e corretos, quando, na verdade, persistem em suas ações daninhas.

“Como assim?”, você poderia se perguntar. “Como fulano não sabe o que fez?”. Entenda uma coisa: o pecado cega. O pecado faz com que sempre tenhamos boas desculpas para nossas ações erradas. A cegueira do pecado nos leva a achar que nossas atitudes malignas são, na verdade, justificáveis. É por isso que vemos ao nosso redor tantos cristãos hipócritas, agressivos, soberbos, briguentos, materialistas, egocêntricos, que amam mais o poder e o dinheiro do que pessoas, que articulam estratagemas em prol de suas agendas secretas, que se consideram o suprassumo da santidade quando, na verdade, são dignos de compaixão.

Você perdoou alguém mas ele continua agindo da mesmíssima maneira? Ele nem mesmo trata você bem? Não importa. Afinal, ele não sabe o que faz. É cego para o próprio mal. Tenha pena dele e não raiva. Que essa pena conduza você à compaixão. E, da compaixão, brote o perdão. É, quando, em silêncio, você ora ao Senhor: “Pai, eu renovo o perdão estendido. Fulano segue agindo da mesma maneira, me despreza, me ofende, me alfineta, o que for. De igual modo, eu quero seguir agindo da mesma maneira: perdoando. E perdoando. E perdoando”. Por quê? Porque, em Cristo, não há outra atitude possível.

Eu sei que é difícil, mas é o único caminho para quem de fato luta contra a própria pecaminosidade para viver piedosamente em Cristo, apesar de não ser perfeito. Pois conceder vida por meio do perdão alimenta nossa própria vitalidade. O sepulcro caiado coleciona inimigos e olha com superioridade para quem despreza, replicando dois mil anos depois o comportamento dos fariseus. O perdoador regenerado tem prazer em perdoar setenta vezes sete e estende a mão para os doentes de alma, replicando dois mil anos depois o comportamento de Jesus. É assim que devemos amar o próximo, sem devolver mal com mal, intercedendo pelo bem dele, perdoando.

Lembre-se de algo importantíssimo: você também já errou, e muito. Já magoou pessoas, ofendeu, traiu, mentiu, machucou, decepcionou. É quando temos a percepção de que nós não somos melhores do que ninguém que fica muito mais fácil perdoar. Todos já tivemos nossos momentos de cegueira provocada pelo pecado. Todos. Logo, que direito temos de não perdoar quem hoje age como nós mesmos já agimos? Quão petulantes somos se o fizéssemos? Quão hipócritas? Quão fariseus? Se Deus nos perdoou dos nossos pecados mais vergonhosos, dos quais verdadeiramente nos arrependemos, que direito temos de não perdoar os que nos desprezam e machucam? Não podemos, pois não somos melhores que ninguém.

Ter essa percepção nos ajuda enormemente a perdoar e continuar perdoando. Quão mais próximo de Jesus você estiver, mais a natureza piedosa do manso Cordeiro inundará sua alma. Mais você será capaz de olhar nos olhos quem lhe fez mal e de sentir carinho e compaixão por ele e sua cegueira, enquanto ele lhe vira as costas e segue achando que não cometeu erro algum. Mas ele não sabe o que faz. Você, por outro lado, sabe. E, por isso, perdoa. E perdoa. E perdoa.

Continue perdoando. Dê a outra face. Ande a segunda milha. Ore em favor de quem lhe fez e faz mal. Abençoe a vida dele em secreto, quando somente você e o Senhor estão presentes. Ame quem odeia você. Pois o perdão verdadeiro e que dá vida só pode brotar em um coração regenerado e que busca amar não como nossa carne quer, mas como Jesus amou.

Semana 03 - Empatia gera vida

Hebreus 2.14-18

Uma das principais características da pós-modernidade é o individualismo. As pessoas são autocentradas, preocupam-se exclusivamente com seus próprios assuntos, vivem para si e seus interesses e não têm tempo nem disposição para compartilhar, ajudar ou apenas ouvir o outro. O individualismo gera uma distância entre as pessoas, não apenas física, mas emocional também. Essa distância faz com que o indivíduo perca a capacidade de se conectar com outro, de sentir suas dores, entender seu sofrimento e fazer algo em relação a ele. O individualismo leva à completa falta de empatia.

Empatia é a capacidade de se identificar com o outro, de se colocar no lugar dele, de, num bom português, calçar seus sapatos e sentir onde aperta. Quando penso em empatia, logo me vem à mente a pessoa de Jesus. Nunca houve e nunca haverá no mundo pessoa mais empática do que ele. E, se estamos nele, é o seu exemplo que devemos seguir, uma vez que “aquele que afirma que está nele, também deve andar como ele andou” (1Jo 2.6).

O livro de Hebreus foi escrito para judeus que se tornaram cristãos. Eles estavam, possivelmente, passando por perseguições, e pensavam em retornar à religião judaica. O autor, que não é identificado, expõe que Jesus é a revelação perfeita de Deus e que ele é superior a tudo: aos anjos, aos sacerdotes, a Moisés e à antiga aliança. Mas há algo interessante que o escritor de Hebreus deixa muito claro – a humanidade de Jesus. Jesus não é somente Deus, mas também ser humano, como você e eu.

  1. A personificação da empatia

Se empatia é a capacidade de se identificar com o outro e colocar-se no lugar dele, Cristo é a empatia em pessoa, uma vez que nasceu, viveu e morreu como um homem. Uma das doutrinas do cristianismo se trata da união hipostática, que afirma a dupla natureza de Jesus: Deus e homem. Os versículos 14 e 17 do texto em destaque dizem: […] visto que os filhos compartilham de carne e sangue, ele também participou das mesmas coisas […] e […] era necessário que em tudo se tornasse semelhante aos seus irmãos[…]

Jesus viveu como nós. Ele experimentou nossa humanidade, sentiu nossas fraquezas e limitações, bem como as dores, emoções e angústias característica do ser humano. Ele verdadeiramente se colocou no nosso lugar. De acordo com Hebreus, ele fez isso para que, morrendo como homem, pudesse destruir o poder da morte e libertar os escravizados (vv.14,15). Se ele não tivesse sido homem, ele não poderia ter morrido no lugar do homem e pago o preço do pecado que cabia ao homem.

Jesus se colocou no nosso lugar porque ele nos ama. O nosso problema é que não amamos o outro o suficiente para sentir empatia por ele. O nosso amor está voltado para nós mesmo. Não é errado cuidar de si mesmo, preocupar-se consigo e suprir suas próprias necessidades. A questão é viver somente para dentro quando se deveria viver também para fora. Jesus se esvaziou, deixou sua glória, assumiu a forma de servo, fez-se semelhante aos homens e se humilhou (Fp 2.7,8). É esse mesmo sentimento que nós devemos ter, não nos preocupando apenas com o que é nosso, mas também com o que é dos outros (vv.4,5).

Nós nunca conseguiremos compreender 100% as dores, as tristezas e as necessidades das pessoas ao nosso redor, mas podemos nos esforçar para fazer o máximo que conseguirmos. Jesus deu tudo de si para nós. Ele deu sua vida para que nós tivéssemos vida. Quando vamos começar a dar a vida para e pelo outro?

  1. Empatia implica misericórdia

Tornando-se semelhante a seus irmãos, Jesus veio a ser um sumo sacerdote misericordioso (v.17). Quando tomou o nosso lugar e viveu as nossas experiências, ele pôde conhecer as nossas lutas. Conhecendo as nossas lutas, tornou-se capaz de se compadecer delas. Compadecendo-se delas, ele pôde nos ajudar.

Quando nos colocamos no lugar do outro, quando nos dispomos a ouvi-lo e a sentir suas dores, quando nos esforçamos para compreendê-lo, somos tomados por misericórdia. Essa misericórdia comove o nosso coração e nos impulsiona para a ação. A Bíblia diz que nós precisamos nos alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (Rm 12.15), que devemos ser compassivos, misericordiosos e benignos. Enquanto não cultivamos esses sentimentos, não cultivaremos a empatia, e, sem empatia, não podemos aliviar as dores e as cargas dos outros.

  1. Empatia gera vida

De modo geral, o fato de Jesus ter se colocado no nosso lugar trouxe vida, e vida abundante, para nós e para todo aqueles que crerem nele. Mas, de forma particular, ele gerou vida nas incontáveis pessoas com quem conviveu. Os Evangelhos narram inúmeros episódios em que Jesus transformou a vida das pessoas – curando, alimentando, protegendo e até mesmo ressuscitando. Ele transformou a vida daquelas pessoas porque foi capaz de entendê-las, de se identificar com elas.

Quando nós nos colocamos no lugar do outro, quando entendemos suas dores, suas aflições, seu sofrimento, nós também geramos vida, porque a empatia nos conduz à ação e a nossa ação pode mudar completamente a vida de uma pessoa.

A empatia está intimamente ligada ao amor. Se não formos capazes de amar as pessoas com o amor de Deus, jamais nos conectaremos com elas. Sendo assim, precisamos aprender com o nosso amado Mestre a amar verdadeiramente o ser humano a fim de sofrer com ele, mas não apenas isso, a fim de oferecer-lhe alívio para seus sofrimentos e auxílio para suas carências.

Deixo abaixo algumas dicas para cultivar a empatia:

  • Observe ao seu redor. Pare de olhar somente para os seus problemas, para as suas dores, para as suas necessidades. Tire os seus olhos do seu umbigo, levante sua cabeça, contemple Jesus e deixe-o direcionar seus olhos para quem está sofrendo, para quem está precisando de auxílio espiritual, emocional ou físico;
  • Ouça as pessoas. Muitas vezes, elas só querem ser ouvidas sem ser julgadas. Interesse-se genuinamente por suas vidas. Compartilhe momentos com elas. Escute com atenção. Conecte-se com os sentimentos delas;
  • Importe-se, mas importe-se o suficiente para sair da sua zona de conforto e oferecer ajuda. Comoção interna sem ação externa não gera transformação. Nem sempre você poderá atender às necessidades das pessoas, mas empenhe-se em fazer o que puder, para quem puder, quando puder. Use seu tempo, bens e talentos para diminuir o sofrimento do outro. Não seja egoísta. Não pense somente em si. Se Jesus tivesse olhado apenas para si mesmo, nós ainda estaríamos condenados a uma eternidade de morte. Nós temos vida porque ele se importou conosco.

Meu querido irmão, quantas pessoas poderiam ter suas vidas transformadas se nós simplesmente fôssemos mais empáticos? A empatia de Cristo gerou vida em nós. Não sabemos quantas outras vidas podem ser impactadas se nós seguirmos seu exemplo. Empatia gera vida. Vida agora e vida depois. Que o Senhor nos ajude!

“Aonde está o seu amor? Pra onde foi? De onde vem o que você sente por alguém que está a sofrer por não conhecer aquele que pode fazer todas as coisas? Por que esconder a luz de todos os que sofrem na escuridão? Como pode alguém viver com Deus sem amor e sacrifícios? Como se acostumar com a dor e a miséria sem se comover? Como admitir viver pra si e dizer ‘Não tenho tempo pra mais nada?’” (Lorena Chaves)

Semana 04 - Repartir gera vida

Extraído do cap. 7 do livro “Quando Pouco é o Bastante”

Texto Base: João 6.11

Então Jesus tomou os pães, deu graças e os repartiu entre os que estavam assentados, tanto quanto queriam; e fez o mesmo com os peixes.

Toda vez que Jesus dá graças, ele reparte. Repartir exige uma consciência transformada pela graça, pois apenas aquele que entende que quem provê é Deus, é capaz de repartir. Mas, o que de fato significa repartir?

Oriunda do latim partĭo, repartir significa distribuir, partilhar e compartir. A palavra repartir divide a mesma origem latina das palavras compartilhar, partir e partilhar… palavras que são praticamente sinônimos de repartir. No entanto, a palavra parto também vem da raiz latina partĭo, algo que a princípio parece desconexo, mas que quando nos debruçamos sobre o profundo significado de repartir, faz total sentido.

O parto é o momento mais íntimo, mais esperado de uma família: é quando uma nova vida é gerada. Ao mesmo tempo, é o momento em que duas outras vidas são transformadas. Quando uma criança nasce, uma mulher se transforma mãe e um homem se transforma pai. Conheço muitas mães que hoje agradecem aos seus filhos por terem as introduzido às suas versões maternas, versões de mulheres que não se conheciam mães até repartirem sua vida com alguém e gerarem outra: a de um bebê.

Quando entendemos o parto como uma forma de compartilhar, entendemos o porquê este substantivo divide sua etimologia com o verbo repartir. Repartir também gera vida, pois quando repartimos, abençoamos a vida de nossos irmãos, geramos laços e construímos relacionamentos. Não é à toa que as relações mais profundas são construídas em volta da mesa, quando repartimos o pão (refeição). E não é à toa que quando Jesus opera o milagre da multiplicação, ele também promove o encontro fazendo com que a multidão se sente ao redor da mesa. Por mais que não houvesse um móvel físico com quatro pés, quando Jesus ordena que mais de cinco mil pessoas sentassem em grupos de cinquenta, além de facilitar a distribuição dos pães, Jesus oferece a oportunidade de uma multidão investir na relação. Jesus ensina que repartir o pão só é possível quando eu reparto a vida com meus irmãos, pois quando repartimos o pão, nosso espírito também se enche.

Agora que entendemos o profundo significado de repartir, nos debruçaremos sobre João 6:11 para compreender o que Jesus ensina à multidão e a nós.

Então Jesus tomou os pães, deu graças e o repartiu entre os que estavam assentados, tanto quanto queriam; e fez o mesmo com os peixes. Jo 6:11 (grifos da autora)

Quando estava no colegial, meu professor de literatura me ensinou a sempre questionar a escolha das palavras feita pelos autores, e aqui não podemos deixar de fazer diferente. O relato que João nos traz à respeito da repartição, e não da divisão, dos pães e peixes, é de suma importância para compreendermos a essência do milagre que Jesus opera. Jesus não divide os pães e peixes porque, para isso, teria que entregar partes iguais para todos os presentes — algo que para Ele seria impossível pois exigiria que não se atentasse e não se sensibilizasse à necessidade do outro. Deixe-me explicar.

Dividir significa entregar partes iguais. Significa desprezar as necessidades distintas de cada um e utilizar a mesma medida para todos. Já o verbo repartir significa entregar o quanto cada um precisa, e para tanto, exige sensibilidade, pois repartir tem a ver com a graça que excede qualquer medida.

A parábola do filho pródigo nos ensina exatamente esta distinção. O texto nos conta que certo dia, o filho mais novo pediu ao seu pai sua parte da herança pois desejava sair de casa. Imagino que, após esse pedido, este filho tenha se reunido com seu irmão mais velho para juntos avaliarem o valor das propriedades, dos animais e das demais riquezas que seu pai tinha. Após somarem tudo, dividiram o valor por dois, de modo que cada um ficou com cinquenta por cento. Para ambos, algo estava muito claro: haviam dividido a herança do pai.  Mas para o pai, ele havia repartido a herança entre seus filhos. Vejamos Lucas 15:11.

“Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles. (grifos da autora)

Os filhos só notaram essa diferença quando o irmão mais novo voltou para casa. Após desperdiçar toda sua parte da herança, o filho mais novo, humilhado e empobrecido retorna ao pai pedindo que o tratasse como um dos empregados em troca de um teto e algo para comer. No entanto, ele é surpreendido com a consciência graciosa do pai, que desde lá trás já havia compreendido a diferença entre dividir e repartir. Ao chegar em casa, seu pai o recebe repartindo o que tem de melhor: um anel de honra, calçados, um novilho gordo e principalmente a sua vida e o seu amor gracioso.

Perceba que a atitude de quem reparte é diferente da atitude de quem divide. O irmão mais velho, não compreendendo que o pai havia repartido sua herança, se ira ao vê-lo entregando uma medida diferente ao seu irmão. Enquanto o pai, com sua consciência transformada se regozija ao entregar aos seus filhos o quanto cada um precisava.

No milagre da multiplicação, Jesus não divide os pães e os peixes. Jesus os reparte, pois Jesus entrega o quanto cada um precisa. O versículo onze do capítulo seis de João nos demonstra isso, pois todos os que comeram, comeram tanto quanto queriam.

Repartir exige maturidade e sensibilidade. Exige que nossa consciência, transformada pela graça, perceba o quanto devemos entregar para cada um.

Quando Jesus opera o milagre da multiplicação, vemos essa transformação de consciência acontecer com a multidão quando descobrimos, em João 6:12, que após todos ficarem satisfeitos, ainda restaram doze cestos cheios de pedaços — informação que não pode ser um mero detalhe, pois é relatada pelos quatro evangelistas.

O fato que sobrou doze cestos com pedaços de pão significa que todos repartiram o pão. Todos tiveram sua consciência transformada em prol do outro, pois partiram o pão para que todos pudessem comer.

Logo a frente no capítulo seis de João, Jesus se apresenta à multidão como o Pão da Vida, que sacia a fome daqueles que o buscam.

Então Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede.” João 6:35

Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo”. João 6:51

Cristo é o pão da vida que se entrega e se reparte por nós e para nós. Ele é o pão esmagado por causa de nossas iniquidades, o pão repartido para que tivéssemos paz, a carne ferida e levada ao matadouro para que fôssemos curados (vide Isaías 53:5). Cristo reparte o seu corpo para que pudéssemos ter vida, e vida em abundância (João 10:10), e a vida é compartilhada através de sacrifício, através do encontro… através de momentos em volta da mesa.

Observe que Jesus, em seu momento de maior intimidade com os discípulos, senta ao redor da mesa para cear (Lucas 22:17). Ali, ele toma o pão, dá graças e o parte. Assim o faz pois reconhece Deus Pai como o provedor, e então, reparte o pão com os doze para que fossem satisfeitos. Na ceia, Cristo ensina que o pão repartido é o seu corpo, dado em favor de nós para que tenhamos vida.

Tomando o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: “Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim”. Lucas 22:19

Jesus nos ensina a repartir o pão nos convidando a assumir uma responsabilidade: repartir em memória de Cristo. Repartir o pão com alguém vai muito além de suprir uma necessidade física. Significa suprir as necessidades do espírito, e por isso, exige sensibilidade. Apenas quando estamos sensíveis ao Espírito Santo, somos capazes de entregar todas as partes que o nosso próximo precisa, pois a sensibilidade promove o encontro que gera vida.

Apenas quem compreende a graça como responsabilidade e não como privilégio é capaz de repartir. Quando lemos sobre a Igreja Primitiva, em Atos, vemos como este entendimento embasava todas as suas ações, pois, como o texto diz, eles tinham tudo em comum e repartiam entre eles de acordo com as necessidades de cada um.

Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua, coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham… Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um. Atos 4:32-35 (grifos da autora)

Além da consciência transformada e da maturidade que falamos, repartir também exige sacrifício. O pensamento de quem entende a graça como responsabilidade deve ser “repartir sempre, comer às vezes”, pois aquele que reparte já é satisfeito em Cristo. Quem reparte o pão não fica ansioso para saber se sobrará um pedaço para ele comer no final, pois antes de repartir ele reconhece que foi Deus quem deu — ele dá graças. Ainda, quem reparte o pão, assim o faz pois já encontrou a plenitude em Deus, de modo que o seu espírito já está satisfeito. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão fartos” (Mateus 5:6). Felizes são aqueles que repartem, pois buscam o reino de Deus e a sua justiça, e por isso, são satisfeitos.

Todas as vezes que Jesus reparte o pão, ele dá graças e distribui. Diferente de Eva, que quando apanha o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, primeiro come, e depois entrega ao seu esposo. Nenhum dos quatro evangelistas descrevem se Jesus comeu ou não os pães e peixes depois que os repartiu, pois imagino que esse não era o fato mais importante. Fundamental, para todos nós, é vê-lo repartindo porque isso gera responsabilidade e nos faz priorizar o outro na mesa, pois uma vez que damos graças, reconhecemos que o que temos não é nosso, porquanto a graça não é privilégio, é compromisso com o próximo.

Jesus Cristo tinha essa convicção tão clara que durante todo o seu ministério, viveu uma vida de sacrifício em prol do outro. Quando Jesus nasce, ele dorme em uma manjedoura para repartir o conforto de um hotel com outra família que também viajara de longe até Belém. Quando acorda em meio a tempestade, Jesus abre mão de seu descanso para tranquilizar os discípulos e ensiná-los a terem fé. Quando desvia da rota para Galiléia e passa por Sicar para encontrar a mulher samaritana, Jesus deixa de matar a sua própria sede para saciar a sede espiritual dela, oferecendo-lhe a água viva.

“quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (João 4:14)

Quando multiplica os pães e peixes, ele deixa de comer o primeiro pedaço para que mais de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças, comessem primeiro. E no fim do seu ministério, o ápice desta vida sacrificial é a Cruz do Calvário, quando entrega a sua vida para reparti-la com todos nós. Para Jesus, se sacrificar para entregar aos seus irmãos o quanto precisam não é um problema, é graça!

Por fim, repartir gera identidade. Quem reparte o pão reconhece sua identidade como filho de Deus. Apenas aqueles que têm a convicção do cuidado paterno e do sustento proveniente de Deus conseguem repartir, mesmo sabendo que talvez não sobrará pedaços para comerem. Quando repartimos, nos esvaziamos de nós mesmos e declaramos que o nosso sustento vem do alto, e não do esforço de nossos braços.

Diferente da multidão dos hebreus, que tentavam estocar o maná para o dia seguinte com medo que Deus esquecesse de lhes enviar mais pão, quem reparte sem medo de faltar pedaços para ele mesmo comer, tem sua identidade firmada em Cristo, pois entende que nEle já somos satisfeitos!

Repartir o pão é repartir a vida com nossos irmãos. Após ressuscitar, Jesus se encontra com os discípulos no caminho de Emaús, quando seus olhos ficam impedidos de reconhecer o mestre (vide Lucas 24:31-35). No cair da noite, os discípulos o convidam para passar a noite com eles, e percebem que aquele homem era Cristo Jesus quando o vêem repartindo o pão, após ter dado graças ao redor da mesa. Jesus é reconhecido quando reparte o pão.

Como imitadores de Cristo, devemos repartir – e não dividir – o pão, para que Cristo seja revelado e glorificado através de nossas vidas. Repartir o pão vai além de entregar ao próximo o que temos, repartir como Cristo repartiu significa entregar as nossas vidas em prol do outro. Não é sobre o que temos ou o quanto temos para entregar, mas sim sobre o que somos.

E veja, mesmo assim, Jesus não depende do que somos para suprir às necessidades dos nosso irmãos. No entanto, ele gentilmente nos convida a participar deste processo. Como corpo de Cristo presente na terra, temos a graça de carregar sua identidade conosco, e portanto, temos a responsabilidade de repartir. A beleza do Evangelho está no compromisso que ele nos gera para com os nossos irmãos, e um evangelho que não nos convide à repartir as nossas vidas com o próximo não é Evangelho, é religião. Jesus tinha essa convicção tão clara que ele não pensou duas vezes ao se oferecer e entregar a sua vida em favor da nossa. A maior repartição que Cristo nos ofereceu foi de entregar a sua vida na Cruz do Calvário. Minha oração e o meu desejo é que possamos aprender a repartir como Jesus ensinou, e que possamos estar sensíveis aos encontros que Ele nos promove ao redor da mesa.

MÚSICA TEMA

AMOR QUE GERA VIDA

by por Casa Aberta, Anderson Feitosa, Juventude Batista Brasileira | Mês Juventude 2020