Evangelho para fora | A necessidade de sair das 4 paredes do templo

25 de maio de 2021

Evangelho para fora | A necessidade de sair das 4 paredes do templo

Romanos 8:18-32 NVT

“Considero que nosso sofrimento de agora não é nada comparado com a glória que ele nos revelará mais tarde. Pois toda a criação aguarda com grande expectativa o dia em que os filhos de Deus serão revelados. Toda a criação, não por vontade própria, foi submetida por Deus a uma existência fútil, na esperança de que, com os filhos de Deus, a criação seja gloriosamente liberta da decadência que a escraviza. Pois sabemos que, até agora, toda a criação geme, como em dores de parto. E nós, os que cremos, também gememos, embora tenhamos o Espírito em nós como antecipação da glória futura, pois aguardamos ansiosos pelo dia em que desfrutaremos nossos direitos de adoção, incluindo a redenção de nosso corpo. Recebemos essa esperança quando fomos salvos. (Se já temos alguma coisa, não há necessidade de esperar por ela, mas, se esperamos por algo que ainda não temos, devemos fazê-lo com paciência e confiança.) E o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos orar segundo a vontade de Deus, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos que não podem ser expressos em palavras. E o Pai, que conhece cada coração, sabe quais são as intenções do Espírito, pois o Espírito intercede por nós, o povo santo, segundo a vontade de Deus. E sabemos que Deus faz todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que o amam e que são chamados de acordo com seu propósito. Pois Deus conheceu de antemão os seus e os predestinou para se tornarem semelhantes à imagem de seu Filho, a fim de que ele fosse o primeiro entre muitos irmãos. Depois de predestiná-los ele os chamou, e depois de chamá-los, os declarou justos, e depois de declará-los justos, lhes deu sua glória. Que podemos dizer diante de coisas tão maravilhosas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Se ele não poupou nem mesmo seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, acaso não nos dará todas as outras coisas?”

Eu e minha esposa adoramos viajar. Já fizemos algumas viagens ao longo dos anos e o contato com povos diferentes, línguas incomuns, lugares históricos, novas culturas, é sempre um tempo de crescimento e aprendizado, até mesmo o processo prévio é algo que aproveitamos. Escolha do lugar, roteiros, ida ao aeroporto, etc.

No último ano, porém, devido à pandemia do novo coronavírus (no momento que escrevo este texto são mais de três milhões de mortos ao redor do planeta) não pudemos viajar, e a expectativa, e a vontade só cresce. De tanto ficarmos em casa já combinamos que na próxima viagem não chegaremos ao aeroporto com às três horas de antecedência pedidas, mas sim dez, doze ou quinze horas, tamanha a vontade de sair de casa. Estamos na expectativa de tempos melhores.

 No texto de Romanos 8, citado anteriormente, Paulo também fala sobre expectativas. Ele descreve um momento, em um breve futuro, em que a salvação, a redenção planejada por Deus será finalmente levada até suas últimas consequências. Fato é que embora já tenhamos sido salvos da condenação do pecado, vivemos ainda em um mundo caído, com um corpo caído, lutando contra nossa própria natureza diariamente. Ainda não experimentamos os efeitos finais e absolutos do plano de salvação de Deus.

Lendo esse texto alguns dias atrás eu parei para pensar o que seriam “todas as outras coisas” a que Paulo se refere quando faz sua pergunta retórica? A resposta talvez não seja muito clara, mas uma coisa é certa e talvez esse seja mesmo o argumento de Paulo. Se agora, se na fase atual que estamos vivendo, a criação, o mundo, todos nós gememos de dor, como dores de parto, ali na frente haverá um futuro melhor onde não haverá mais dor e nem tristeza. Se é impossível responder exatamente como o futuro será, sabemos ao menos, que o futuro será completamente diferente do presente.

Não sei se na nossa história recente, como humanidade, haja um momento tão oportuno para falarmos dessa esperança de dias melhores. A um pouco mais de um ano estamos experimentando um momento global muito difícil. Luto, dor, sofrimento, desesperança tem sido companheiros bem presentes na vida de muitas pessoas, e a mensagem do evangelho é a única mensagem capaz de trazer esperança ao desesperançado, de expectativa aqueles que não conseguem mais encontrar sentido, de descanso aqueles que estão cansados e não veem perspectiva de melhora.

Eu e você, portanto devemos levar essa mensagem de esperança para além das paredes do templo. A mensagem do evangelho e do plano de Deus para restauração de todas as coisas, não pode ficar restrita a nós. Ela precisa extrapolar nossos cultos e reuniões oficiais e invadir os cantos de nossas cidades e país.

O conhecido pastor inglês Charles Spurgeon certa feita escreveu que “todo cristão é um missionário ou um impostor”. Não há meio-termo. Ou estamos levando adiante a mensagem de esperança do evangelho, ou estamos enganando a nós mesmos.

Levar a mensagem do evangelho não é tarefa de um grupo seleto e especial, mas sim, de todos aqueles que creem em Jesus e receberam o Espírito Santo.

Sendo pastor em tempo integral, uma das coisas que mais sinto falta é ter contato diário com não-cristãos. Talvez você tenha esse privilégio no seu trabalho, estágio ou faculdade. Seja onde você estiver, você não está lá a toa. Você é um missionário enviado por Deus para levar esperança ao desesperançado.

Se o momento atual é de tristeza e desesperança, nós temos a mensagem do evangelho e a promessa de que Deus fará tudo novo e é nosso dever levar essa mensagem aos que estão sem esperança e sem expectativa de um futuro melhor. Dias melhores virão.

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SOBRE O AUTOR

Jumap

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