De tanto falar…

18 de julho de 2019

…não consigo escutar!

(Gabriel Lauter)

Você já conheceu um evangélico chato? Pois é, eu sei… eles estão por aí. No trabalho, na faculdade, na família. Tem gente que não suporta mais. Pra muitos, o evangélico chato é aquele que só fala de um assunto: religião. Tudo vira e meche e acaba voltando para o mesmo lugar.

Pois bem, eu sei que o muito falar nem sempre resolve. Talvez eu até tenha sido assim algumas vezes (pra quem ainda não sabe, eu sou evangélico). Já disse alguém certa vez: “Fale de Jesus sempre. Se ainda for preciso, use palavras”.

Quem sabe seja mesmo necessário concordar que, às vezes, há muito falar e pouco bom testemunho. Mas, gostaria de deixar claro para você, querido leitor, que isso não é culpa de Jesus. Não é porque os evangélicos são pessoas cheias de defeitos que a mensagem do Evangelho não tem valor algum. Saiba, é justamente nesse ponto que encontra-se uma de suas verdades fundamentais – todos nós temos defeitos! Ou, em outras palavras: “todos pecaram, não há um justo sequer” (Romanos 3.10). Diga-se de passagem, nessa definição nos encontramos todos nós, inclusive eu e você, quer você goste dessa afirmação ou não.

Significa que Jesus pagou pelos nossos pecados mesmo sabendo que jamais alcançaríamos nesta vida a total perfeição. O evangelho tem uma visão pessimista com relação ao mundo no qual vivemos, mas uma perspectiva sem igual para o futuro que nos espera – a total perfeição, na presença do Deus criador.

Somente para explicar, não é que Deus tenha criado algo imperfeito. Pelo contrário! Quando terminou a criação do universo e do homem, Deus disse que tudo era “muito bom”. Acontece que Deus também deu ao homem a capacidade de pensar, julgar, escolher, criar – claro que em proporções infinitamente menores que a sua. Foi nesse exercício de liberdade que a humanidade se perdeu, se afastando do conselho e orientação de Deus. Foi por isso que o próprio Deus, criador de tudo e de todos, tomou a consequência de nossos erros sobre si mesmo, enviando seu Filho para “consertar” a situação, e nos permitir voltar a união com Ele, da qual havíamos nos afastado em virtude dos nossos pecados.

Bom, deixando as explicações teológicas de lado, quero concluir dizendo que você pode mesmo achar seu amigo evangélico um chato. Como eu não o conheço, talvez você até tenha razão em muitos sentidos. Entretanto, quero lembrar-lhe que, mesmo que ele seja chato, a mensagem que carrega é muito importante. Acredite ou não, Jesus morreu por mim e por você. Acredite ou não, todos somos pecadores e precisamos de Cristo. Acredite ou não, não há vida eterna sem Jesus! Certas palavras podem ser desagradáveis quando ouvimos, mas saiba – os resultados que trarão serão de longe muito melhores… o único inconveniente pode ser que um dia alguém também venha chamar você de chato. :p

Gabriel Lauter

SOBRE O AUTOR

Gabriel Lauter
Estudou Teologia na FBP é pai da Sara e marido da Dagui, professor da FBP, coordenador do projeto Wake Up e Pastor da Igreja Batista de Santa Bárbara do Sul.

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